Tecido, cortado e costurado sob o mesmo teto

Bebé arco-íris - a história de Hedwych Veeman

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Sempre quis ter cinco filhos. Como mãe solteira de três crianças, decidi ter mais um bebé sem um companheiro ao meu lado. No início de março, no WEAR (um evento de babywearing nos EUA), o teste deu positivo e, embora soubesse que ainda era cedo, comprei as primeiras coisas para o bebé. Não consegui resistir a todas aquelas coisinhas de bebé da feira.

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Algumas semanas depois, na consulta de controlo, a imagem da ecografia não correspondia ao tempo de gravidez em que eu devia estar. A ginecologista tentou dar-me ânimo e pediu-me que voltasse duas semanas depois para ver se tinha havido crescimento. Infelizmente, não tinha.

Na esperança de que o meu corpo resolvesse a situação sozinho, deram-me mais tempo antes de falarmos de outras opções. As semanas passaram, mas nada aconteceu. Era uma sensação horrível ver o corpo a mudar (a barriga e os seios ainda achavam claramente que eu estava grávida… eu parecia mesmo grávida), sabendo que já não havia vida lá dentro.

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Pouco antes do aniversário da Celine, a ginecologista decidiu que já tinha passado tempo demais. Chamam-lhe «aborto retido». Tive de fazer uma curetagem, em que perdi bastante sangue, mas depois de uns dias de fraqueza voltei a pôr-me de pé.

O mais difícil foi passar por tudo isto sozinha, sem um companheiro.

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Mesmo assim, isso não me impediu de voltar a tentar uns meses depois.

O Felice, o meu bebé arco-íris, nasceu exatamente um ano depois da intervenção (não no mesmo dia, mas na mesma semana).

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Haverá sempre momentos em que pensamos naquele que falta, mas o Felice compensa muitas lágrimas com o seu sorriso maravilhoso.

Sinto-me muito abençoada por ter quatro filhos saudáveis e desejo a outros pais (e futuros pais) que também eles vejam o arco-íris depois da tempestade.

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